Candidatíssimo ao Oscar, a sensibilidade de Hazanavicius resume a simplicidade do bom cinema
 


Com Leonardo DiCaprio, narrativa sombria de Chefe do FBI esquecida pelo Oscar marca o polêmico trabalho dirigido por Clint Eastwood.
 


Um romance épico que prende o leitor em cada página. Ação, mistério e muitos conflitos!
 



O fim da saga vampiresca Alma & Sangue promete muito romance, ação e perigo!
 


Clima de espionagem sonífera marca a sofisticada direção de Tomas Alfredson
 


Na aventura dirigida por Guy Ritchie, ar irreverente desenvolvido por Robert Donley Jr mantem a franquia do detetive inglês em evidência
 
 
O Artista
16/02/2012 15:38:34

A surpresa no lançamento deste longa não se resume ao grande número de prêmios que vem conquistando. O sucesso de bilheteria alcançado não é somente fruto da distribuição em grandes salas.

O Artista é um filme bem pensado e original, que embora nos remeta ao cinema mudo em preto e branco, faz justamente esse link entre passado e presente, deixando clara a mensagem do quanto é importante a atualização de cada um nos tempos atuais.

O francês Michel Hazanavicius dirige esta caprichada produção concorrente ao Oscar de Melhor Filme, munido de cuidados técnicos exemplares.

Na história, Jean Juardian é George Valentin, um astro do cinema mudo na antiga década de 20, que impulsiona a carreira de Peppy Miller, interpretada por Bérénice Bejo.

Aos poucos, o protagonista perde todo o símbolo de status que a sociedade lhe concedeu, restando apenas a fiel companhia de seu cão (que particularmente merecia um prêmio).

Edição perfeita adaptada à época de transição hollywoodiana, a película se desenvolve nos passos da decadência de Valentin, que não aceita as inovações decorrentes dos filmes falados.

Miller, uma dançarina graciosa, representa por sua vez a revolução tecnológica que mudou para sempre a produção cinematográfica mundial.

As dificuldades de mudança e a não aceitação dos novos fatores que dinamizam a sociedade são resquícios de um passado glamouroso, onde palmas e ovações persistem na memória de Valentin.

O talento da direção reside também na categoria e dinamismo das duas fases marcantes da Sétima Arte, num olhar superior, sem a eleição maniqueísta habitual nos roteiros.

A iluminação traduz perfeita harmonia entre luz e sombra, mostrando o quanto a simplicidade ainda reflete a beleza nas grandes telas, mesmo nos dias de hoje, onde a Hollywood transformada tonifica basicamente a parafernália de efeitos especiais em detrimento dos verdadeiros artistas.



Nelson Bueno


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